Pro seu dia ficar melhor

Nós NÃO SOMOS MACACOS!

A melhor maneira de responder ao preconceito, não é fazendo piada da circunstância envolvida.

Por mais que o bom humor nestas horas seja uma alternativa interessante, não é o melhor caminho.

Se quando provocado, as pessoas dessem as costas, seria melhor. A indiferença seria a melhor alternativa.

Até parece que o Brasil não possui preconceito racial. Os próprios brasileiros são racistas, e  importarem-se em responder aos agressores fazendo chacota, contra atacando: “Nós somos macacos”! Me perdoem, mas isso beira a demência.

Analisando o que o jogador Daniel Alves fez, o seu ato em si foi irreverente, debochado, mas a sua reação, contrária à conscientizar as pessoas que o racismo é idiota, pode fazer com que o efeito seja um incentivo aos agressores à nos provocar ainda mais.

O Brasil não é visto apenas como um país de pobreza, mas também como um país de prostituição, carnaval, mulheres bonitas e prazeres da carne.

Imagine um turista internacional jogando dinheiro aos pés de uma garota enquanto ela estivesse andando pelo shopping. Será que ela reagiria corretamente, abaixando-se para pegar o dinheiro, beijando-o, e o guardando no bolso? E na sequência lançassem uma campanha: “Nós somos Prostitutas”!

Se começarmos a endeusar estes atos, mais do que fazer piada, o resultado poderá, como dito, ser o inverso. Poderá causar ainda mais preconceito, porque se o próprio brasileiro admite que é macaco, imagine o que ele não vai admitir daqui à alguns anos ou em outras circunstâncias semelhantes.

É claro que muitos pensam que quando se combate um preconceito agindo com uma dose de humor,o agressor vai pensar: Ah! perdeu a graça. Ele não liga.

Seria uma forma de indiferença, ponto. O ato morreria ali, ponto.

Agora lançam uma campanha: “Nós somos macacos.” E começam distribuir bananas em todos os cantos do continente, através de desenhos conhecidos, estrelas da TV, atores, artistas, todos aderindo ao movimento “Nós somos macacos”.

Como disse, a melhor resposta é a indiferença. Não podemos dar aos agressores a visibilidade. É isso o que eles querem.

O preconceito deve ser punido com todo o rigor, mas sem deboche, sem campanhas ironizando a situação e jogando mais lenha na fogueira ao invés de apagar o fogo.

Eu não sou macaco. Meus amigos negros não são macacos. Os cidadãos não são macacos.

Ponto final.

Tissiano

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