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Em 2015 será ainda mais difícil atrair o seu público para perto de você

Segundo a Gartner TI, em 2015, haverá 26 bilhões de dispositivos conectados. Esses dispositivos gerarão incalculáveis dados na internet. Imagine a gigantesca nuvem necessária para armazenar todos estes dados.

Antigamente, a tecnologia estava na mãos de poucas pessoas, e quando alguém tinha algo novo, todos queriam estar por perto. Isso angariava seguidores, admiradores, e tudo era acompanhado pelos fãs.

Com a popularização da tecnologia, os que encabeçavam o status de serem exclusivos, tiveram que aceitar a redução de seu espaço de visibilidade.

Por isso que pessoas desconhecidas passaram a fazer sucesso na internet enquanto grandes campeões de audiência tiveram quedas significativas.

Aqui no Brasil os assuntos mais comentados são os relacionados a grandes personalidades do esporte e da TV. Por isso que vemos a mesma personalidade fazendo diversos comerciais diferentes de diferentes empresas.

Quando não há estrelas falando dos mesmos ou demais temas, o público se torna fortemente pulverizado. São milhões de assuntos e coisas diferentes. Isso faz com que se torne extremamente difícil reter um público fiel ao seu produto ou serviço, a não ser que você seja uma pessoa muito conhecida na mídia e com bom carisma.

Caso contrário, você precisará caminhar muito para chegar lá.

Eu posso comparar essa popularização da tecnologia com a situação de um grupo de meninos que moram no mesmo bairro.

Todos eles possuem um triciclo e andam juntos no parque. Mas um destes meninos ganhou uma bicicleta. Isso faz os outros garotos se aproximarem deste que ganhou a bicicleta, porque até então ele é exclusividade.

Quanto os outros garotos ganham as suas bicicletas, este garoto não gera mais nos outros curiosidade e atenção que antes eram dispensadas à ele.

Também posso comparar isso com o garoto que ganha um videogame. A casa dele passa a ser frequentada até que os outros também tenham o seu próprio videogame.

Trazendo para hoje, qualquer pessoa, de qualquer idade, pode gerar conteúdo na internet. Qualquer pessoa pode ter acesso a tecnologia, pois não é mais exclusividade de poucos.

Imagine que 26 bilhões de aparelhos conectados enviem apenas um SMS, uma foto e um vídeo. Imagine que cada usuário atualize a sua página na rede social uma vez no dia.

Um exemplo disso é a enxurrada de emails que chegam em nossa caixa de entrada todos os dias.

Quantos destes você tem interesse em ler?

Estamos na geração da informação online. Antes os jornais mantinham manchetes importantes em suas páginas na internet durante um dia inteiro. Agora fazem isso por apenas alguns minutos.

É mais fácil se comunicar com alguém pelo WhatsApp e obter uma resposta imediata do que enviar um Email.

Algo que sinto que precisa mudar são os comerciais vinculados no Youtube.

Por exemplo, quando você usa o Google para procurar por produtos e serviços, ele filtra a sua procura e já trás em sua tela assuntos relacionados a sua procura.

No Youtube isso não acontece. Estou eu assistindo um documentário sobre engenharia mecânica, quando no meio do vídeo, inserem um comercial sobre seguro de vida. Além de atrapalhar o andamento do vídeo, vincula um comercial que nada tem relação com o que o internauta estava assistindo.

Seria mais inteligente, da mesma forma que o Google faz, até porque Google e Youtube é a mesma empresa, se vinculassem em seus vídeos, comerciais com a mesma temática.

Exemplo, estou eu assistindo um vídeo sobre piadas, quando aparece em minha tela o novo livro de piadas do mesmo comediante que eu estou assistindo. A taxa de rejeição em clicar no “Pule o comercial”, seria muito menor.

O Youtube deveria segmentar os seus comerciais com a mesma temática dos vídeos que os internautas estão assistindo.

Comerciais curtos e objetivos são melhor assimilados quando tratam de outros assuntos.

Ninguém gosta de ficar mais de trinta segundos vendo comercial na internet.

Bem, 2015 ficará ainda mais difícil atrair a atenção das pessoas, quando existem bilhões de informações chamando a atenção delas.

Será que vamos ter de partir para a regionalização?

Acho que esse será o caminho.

Leandro Tissiano

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