As desculpas não capacitam bons profissionais

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JULGAMENTO

Quantas vezes você se pegou fazendo algum tipo de julgamento sobre si mesmo?

Quantas vezes você possui uma resposta pronta para as suas desculpas?

Isso acontece porque os humanos adoram julgar.

Quando o julgamento é direcionado à outros, na maior parte das vezes estão carregados de condenações.

Quando direcionados à própria pessoa, trazem filtros que amenizam as ações erradas e justificam a indisposição em mudar.

Seria essa a época certa de julgar?

Não meus amigos.

Pessoas rápidas em julgar são as que mais cometem erros.

Vou lhes contar um caso que ocorreu comigo neste fim de semana.

Estava eu retornando de uma compra com minha esposa do supermercado, carregando algumas sacolas. Por não serem muitas, resolvi não abrir o porta malas e pensei em deixá-las no banco traseiro.

Quando abri a porta traseira e estava colocando as sacolas no banco de trás, precisei tomar o máximo de cuidado de não encostar na porta do carro ao lado, mas o ângulo de abertura da porta mal permitia eu passar pela fresta mais que uma sacola por vez.

Por mais que eu evitasse encostar no carro ao lado, foi inevitável relar na lateral do mesmo.

Nisso a senhora do outro veículo, esposa do condutor do mesmo, foi implacável:

“_Moço! A porta está encostando!”

Imagine você, eu estava tomando todo o cuidado possível em não encostar no carro da mesma, visto que meu veículo estava 40 centímetros para dentro da linha amarela indicada no chão, e reto.

O esposo desta senhora havia deixado o veículo na diagonal e o pneu traseiro estava para dentro de minha faixa amarela, invadindo o meu espaço, por isso minha dificuldade em abrir a porta o suficiente sem encostar no carro dela.

Quando esta senhora expressou a frase acima, ela sequer saiu do carro para ter uma visão melhor do ocorrido, antes de julgar.

Ela só levou em conta que a porta estava encostando no carro dela.

Se ela tivesse uma melhor visão dos fatos saberia que era impossível abrir a porta sem encostar no carro.

Ela invadiu o meu espaço, dificultou o meu movimento, mas foi implacável em seu julgamento.

Mesmo colocando à ela as razões concretas que levaram aquela ação, ela não se deu por satisfeita e disse: “_Tá bom…” (Resmungando em voz baixa.) O Marido estava guardando a compra no porta malas e não se pronunciou, acredito eu que ele se deu conta do erro, diferente dela.

Isso, embora seja insignificante, é mais uma prova do que podemos estar fazendo quando julgamos outras pessoas.

Será que conheço todos os fatos?

Tenho uma visão abrangente de tudo?

Meu julgamento se baseia na lógica ou em emoções?

Precisamos ser rápidos na compreensão, no perdão e na paz.

A velha conhecida frase “Meu direito termina onde começa o do outro” resume bem este ocorrido.

Nossa época está sendo a mais julgada, condenada e sentenciada.

Remar contra tudo isso não é fácil.

Precisamos de um espírito mais generoso e perdoador, com nós mesmos e com outros.

A impetuosidade é violenta e causa danos desnecessários.

A sorte dessa senhora foi ter dito isso pra mim, pois se fosse para outra pessoa que também é rápida em julgar, seria o início de uma discussão acalorada.

Quem possui uma visão limitada faz julgamentos ilimitados.

Empenhemo-nos pela paz, sempre.

Leandro Tissiano

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Não sou valorizado. Devo pedir demissão?

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