A cultura que pode mudar o Brasil para melhor

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CARTÃO VERMELHO

Embora seja subjetivo tentar  interpretar o sentimento de nós brasileiros diante desse quadro de instabilidade que vivemos, acredito que falar de política tornou-se apenas mais um comentário diante de outros trilhões deles.

Se colocarmos cada brasileiro para dar um parecer sobre a atual crise política pelo qual passamos, cada um terá uma análise diferente.

Dentre estes, existirão os que farão excelentes análises e outros que nem saberão o que dizem.

No campo político, empresarial, nos negócios, na tecnologia, em comunicação e diversos outros setores, não faltam análises, estudos e história.

Existem materiais em abundância sobre estes temas.

Mas focando apenas no campo político, sabemos que diversos governos já passaram por este país, e o povo brasileiro não consegue engrenar politicamente.

Mudou-se para melhor em alguns cenários enquanto outros pioraram, mas será que a culpa é apenas dos políticos ou da parcela de cada um de nós?

Além dos maus políticos acredito que existam outras razões, mas para não tornar esse assunto enfadonho, resumo em dois motivos:

O 1° deles é uma questão de cultura.

O 2° é que o brasileiro não sabe fiscalizar.

Por mais que a nova geração venha mudando a forma de cultura desse país, quando se fala em cultura, nós estamos muito longe disso.

Não me refiro a cultura acadêmica, até porque no Brasil temos excelentes universidades, e muita gente competente formada.

Me refiro a cultura que envolve a cidadania.

Como posso explicar?

Por exemplo, é muito fácil o brasileiro culpar os que estão em cargos de poder usando o dinheiro público para fins inescrupulosos, acusando-os de corruptos, e com toda a razão.

Mas, o que dizer de você? Se você encontrasse dentro do ônibus um celular ou uma carteira, devolveria ao antigo dono?

Talvez você diga que se tivesse alguma identificação, você devolveria, caso contrário, não.

Mas você sabia que você poderia entregar essa carteira ou celular na garagem da viação?

E você responde que já sabia, mas quem garante que o receptor da empresa vai entregar o que você achou? Até porque você não vai estar lá para ver, então, na dúvida, é melhor ficar com eles.

Mas você sabia que um dos papéis que envolve a verdadeira cidadania é fazer o bem principalmente para quem você não conhece.

A cidadania não existe até o momento em que o que você encontra perdido, tenha nome, telefone e endereço.

A cidadania é praticar o bem mesmo à quem você nunca viu.

Se o receptor da empresa se apropriar dos bens, não foi você o lesado. Continua sendo aquele que perdeu os objetos.

O brasileiro é viciado na ideia que ele pode tirar proveito de outras pessoas.

Aonde está a nossa moralidade?

Precisamos exercer o papel do cidadão honesto.

Eu não posso roubar porque todo político corrupto rouba.

Eu não posso enganar porque todos enganam.

Sabemos que não é fácil nadar contra toda essa maré de oportunismo que as pessoas vivem.

Que bom seria se as escolas ensinassem o papel da cidadania. Não algo teórico que mostra o conceito sobre o papel da cidadania, mas lições práticas.

Por exemplo, levar os alunos do ensino médio para conhecerem os setores da Prefeitura de sua cidade, saber o que cada departamento faz, como arrecada, como eles dão satisfação de suas contas, o planejamento que eles possuem nos anos de mandato, os campos que requerem mais atenção, etc.

Levar os alunos para os hospitais públicos para conhecer de perto quanto se custa manter os cuidados com a saúde, patrimônio, folha de pagamento, médicos, etc.

Conhecer creches, oficinas, escolas de arte.

Fazer uma visita na câmara de sua cidade, conversar com os políticos de perto. Entender porque eles ficam ali tomando as suas decisões.

Levá-los ao Fórum. Descobrir a importância deste órgão público, para que serve.

Aí podemos estender para o Tribunal Eleitoral de sua cidade, o Cartório de Imóveis, o Cartório de Títulos, o Detran, e outros setores e departamentos.

Isso é cidadania na prática. É moralizar nossos pequenos brasileiros para que eles saibam fiscalizar, que é o segundo ponto.

Como o brasileiro vai saber fiscalizar se ele não conhece como funciona os setores de nosso país? Como eles vão saber exercer o direito a cidadania cobrando e fiscalizando os nossos políticos?

Portanto, acredito na cultura cidadã, aquela que aborda sobre a moralidade, ética, justiça e honestidade que todos nós devemos aplicar em nossas vidas e que as escolas poderiam incluir em sua grade de ensino.

Essa nova geração de brasileiros podem transformar o nosso país para melhor.

Como podemos ser um país de primeiro mundo se a nossa cultura é de um país de quinto mundo?

Então fica aqui a minha sugestão.

Recursos financeiros nós temos. O Brasil é um país rico. Só devemos usar com sabedoria os recursos que nós temos.

Desculpe a minha franqueza, precisamos de vergonha na cara.

Leandro Tissiano

A cultura que pode mudar o Brasil para melhor – 2° Parte

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