O futuro da Publicidade está ameaçado?

Pro seu dia ficar melhor – O futuro da Publicidade está ameaçado?

O FUTURO DA PUBLICIDADE PRO SEU DIA FICAR MELHOR

Eu escrevi sobre este assunto meses atrás e analisando as tendências tenho chegado a presenciar que fazer publicidade hoje está se tornando ainda mais difícil.

Por que isso tem ocorrido? Talvez um dos sintomas de aversão a publicidade é o fato de que as novidades eram sempre divulgadas na maior parte das vezes pelas agências de publicidade. Hoje coisas novas acontecem todos os dias e são divulgadas abertamente sem nenhum patrocínio.

Quem também sofreu muito com estas mudanças foram os meios de jornalismo porque antes os telespectadores esperavam o jornal da noite em suas televisões para se informarem. Hoje a pessoa está informada a todo minuto, e muitas pessoas comuns estão flagrando situações e postando na rede no momento que a notícia está acontecendo, sem precisar editar a notícia.

Ou seja, quando tratamos de publicidade, a não ser que seja algo novo, com nada parecido no mercado, as pessoas talvez assistam aos comerciais publicitários. Tratando-se de jornalismo, um furo de reportagem, uma tragédia, algo intrigante, exclusivo e que cause algum choque emocional é provável que as pessoas fiquem atentas por alguns minutos. Sem dúvida, quando algo não chama a nossa atenção nos primeiros segundos recusamos continuar digerindo a mensagem.

Os publicitários estão temerosos quanto ao futuro, porque como alguns deles estão reconhecendo, a própria palavra “publicidade” já causa repulsa na maior parte das pessoas. Eu não consigo assistir um comercial no Youtube antes de qualquer vídeo que eu queira assistir. Eu imediatamente na maioria das vezes pulo o comercial. Assisto só aqueles que não possuem a opção pular, mas também não presto atenção neles, deixo rodar e assisto o vídeo que estava procurando.

A atenção das pessoas se fragmentou muito, inclusive a captura do público alvo o qual a publicidade é direcionada. Nada chama tanto a atenção delas a não ser o que eu já escrevi mais acima.

Imaginem o “Bar do Tião”. Enquanto o boteco dele tinha uma TV gigante de 30 polegadas, o boteco vivia lotado. Quando a “Mercearia da Tiá” colocou uma TV gigante de verdade, de 60 polegadas, os clientes do Tião foram todos para lá, porque a TV além de maior, era de LED. Nisso o Tião ficou preocupado com a clientela que foi embora, colocou uma TV de 60 polegadas com canais de assinatura para as partidas de futebol. A Tiá correu e também colocou um pacote de canal por assinatura e presenteou os clientes com o sorteio diário de alguns brindes de bebidas. O Tião não satisfeito liberou as mesas de sinuca. A Tiá contratou uma Van para deixar os mais animados em casa sem precisar dirigir.

Nisso, entrou um outro concorrente oferecendo além de toda essa estrutura, música ao vivo, Wi-Fi gratuito, e para aqueles que não podiam ir até o bar ele colocou o serviço de entrega grátis.

Um outro concorrente entrou na jogada e montou toda essa estrutura dentro de um ônibus que fica circulando nas principais vias da cidade com o slogan “a melhor forma de combater o estresse no trânsito”. Ou seja, as pessoas vão ter de ficar paradas no trânsito de qualquer forma, então, que seja da melhor forma possível. Quem quiser fazer viagem nesse ônibus é só saber quais os pontos de parada pré-determinados, embarcar e curtir a viagem.

Ou seja, o Tião dominava o pedaço, mas não se modernizou, não possuía visão das mudanças e isso fez com que a sua clientela se fragmentasse.

Isso que eu ilustrei com os donos de boteco também aconteceu na publicidade e no jornalismo porque eles estão tendo milhões de concorrentes disputando a atenção das pessoas. E que visão eles estão tendo disso, dessas mudanças urgentes que eles precisam fazer?

Publicidade e Jornalismo não deixarão de existir, mas talvez não com a mesma credibilidade.

Antes as pessoas procuravam a publicidade e a notícia. Hoje a publicidade e a notícia procuram pelas pessoas.

Existem outros campos para discussão, por exemplo, os próprios programas de TV, de Rádio e Jornal estão perdendo audiência, estão fragilizados e preocupados com a atual circunstância.

O que eu penso me referindo a publicidade, é que ela vai precisar estar inserida dentro da vida das pessoas. Exemplo, no Youtube tem um youtuber com milhares de pessoas inscritas no canal. Ao invés da publicidade normal sendo veiculada externamente, ela vai estar inserida dentro do vídeo do youtuber. O youtuber estará falando por exemplo de receita de bolo, e no meio da preparação deste bolo ele vai utilizar o ingrediente do seu patrocinador, mas não fará abertamente o comercial do produto de uma forma que todos percebam que ele está fazendo o comercial, mas fará de uma maneira subjetiva, exemplo: “Meus queridos, eu não sei vocês, mas a farinha precisa ser de boa qualidade, branquinha, leve e que dê bons resultados. O pessoal aqui em casa usa a farinha “Gigi”, mas se você não tiver “Gigi”, pode usar uma farinha de outra marca, mas precisa ser tão boa quanto essa, senão a sua receita pode não dar certo.”

Ele fez a publicidade, mas ninguém ouviu a palavra patrocinador ou comercial sendo mencionada, e isso não criou uma barreira. Os fãs do canal assimilaram o comercial. Maravilha!

Acredito que os meios tradicionais de publicidade na TV e no Rádio precisarão fazer o mesmo, inserir estas publicidades subjetivas dentro de suas programações para que elas estejam embutidas nos programas. E a gora? Como anunciar a promoção de pneu dentro de um programa de culinária? Novamente os publicitários precisarão usar de muita criatividade. Exemplo, o apresentador do programa ou o cozinheiro mais famoso do programa pode comentar que ficou muito preocupado com algum acidente na rodovia a caminho da gravação do programa. O outro pergunta: Mas por que fulano? O que houve? Ah! A caminho daqui eu passei em frente a uns veículos acidentados e vi que bombeiros e ambulâncias estavam fechando a via e dando atendimento no local. Nisso o outro responde: É estas nossas estradas estão muito perigosas, buracos, desníveis. Você que é condutor precisa tomar muito cuidado, as vezes você vai deixando a manutenção do carro para depois e não dá muita importância. Poxa, faça uma revisão! Aqui pertinho da gente tem uma rede chamada “Pneu AZ” que inclusive está com promoções muito bacanas nos pneus. Passa lá. Fala com o Alemão. Muitos acidentes são causados por um pneu careca, não que seja esse o caso, mas é melhor prevenir do que remediar, não é mesmo?

A mensagem publicitária foi dada. Todos entenderam como uma dica de segurança e não como publicidade.

É, a publicidade e o jornalismo deverão repensar, se reinventar e ser muito criativos para continuar retendo a atenção de seu público.

A publicidade está sendo encarada como algo externo, por isso que os comerciais ainda são feitos nas bases de 30 segundos a 1 minuto cada um. Quando se anuncia “Já já voltamos, depois de três minutos, ou, depois dos comerciais tem mais” e outros jargões, mudamos de frequência ou de canal imediatamente, porque o nome publicidade se tornou assustador.

O bom publicitário precisa ser valorizado, porque fazer publicidade requer muita responsabilidade e neurônio para queimar. Segurar a atenção das pessoas é um desafio.

Hoje eu escrevi muito. Me perdoem.

Leandro Tissiano

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2 thoughts on “O futuro da Publicidade está ameaçado?

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