Quando estamos carentes ficamos mais criativos

Pro seu dia ficar melhor – Quando estamos carentes ficamos mais criativos

Como qualquer ser humano que possua um bom coração, em alguns momentos ficamos carentes.

Carência é a falta de algo necessário à pessoa. Pode ser aquela pessoa que está privada de alguma coisa. Pode ser uma necessidade afetiva, financeira, ou emocional.

Nós apreciamos muito um carinho, uma atenção, um dinheiro para gastar e se divertir, de amigos por perto, porque como eu disse, somos seres humanos, não máquinas.

Mas nem sempre temos à nossa disposição a satisfação de nossas necessidades. E com essa crise que o país enfrenta, mais difícil se torna lidarmos com isso.

Nesses momentos de carência, somos obrigados a aprendermos conviver com ela. Mas o que poderia ser de ajuda quando estamos carentes?

No filme “Náufrago”, com o ator Tom Hanks, somos levados a meditar sobre isso. Descobrimos no limite da sobrevivência como podemos lidar com diversos momentos de carência.

Assim como no filme, quando passamos por momentos de carência, somos forçados a sabermos lidar com estas situações e não perdermos as esperanças.

Acredito que dentre as atitudes praticadas nestas ocasiões, a criatividade é a qualidade que mais exercitamos, porque aprendemos a desenvolver algumas habilidades que antes não possuíamos.

Várias pessoas que por alguma razão perderam a visão, aprenderam a aguçar o tato e a audição. Com o tato e audição elas conseguiram continuar se locomovendo e identificando o ambiente onde se encontravam.

Eu hospedei em minha casa uma senhora idosa, amiga da família que não enxergava e nem ouvia. Ela estava acompanhada do esposo.

A única forma de se comunicar com ela era através de língua de sinais, detalhe, que ela entendia através de se colocar a palma de suas mãos sobre as mãos de seu esposo. O movimento das palavras da língua de sinais ela conseguia identificar pelo tato. As mãos de seu esposo era o braile para ela ler pelo toque. O seu esposo era surdo e mudo. Ela era surda, muda e cega.

No primeiro dia, ela pediu ao esposo que andasse com ela em todos os cômodos da nossa casa por alguns minutos. Depois disso ela incrivelmente se locomovia pela casa sem a ajuda de ninguém. Ela desenvolveu uma capacidade de memorização incrível.

Mas voltando ao que eu estava dizendo, se hoje eu perco o carinho de meus pais, ou a presença de um ente querido, ou a separação no casamento de uma pessoa que a gente ama, ou o emprego que tínhamos, ou os amigos que se foram, ou a vida confortável de antes, somos forçados a aprendermos, mesmo que demore, a encararmos a situação de frente e criarmos outras alternativas. Nesse momento exercemos a nossa criatividade, claro, sempre acompanhada de esperança, fé e motivação.

Por favor, em nenhum momento estou dando a entender que a perda de um ente querido pode ser substituída por outra coisa. Por favor, longe disso! Como dizem muitas pessoas idosas, só não se dá jeito para a morte.

Estou apenas salientando que aprendemos a conviver com a ausência, carência, e seguimos em frente.

Assuntos que não chegam ao extremo de perder alguém na morte, certamente são menos difíceis de se lidar. O resumo de tudo o que eu disse, seria basicamente:

Não perca as suas esperanças, aprenda outras formas de se lidar com a sua carência usando a criatividade, aguçando outras áreas de seu cérebro, e mantendo saudável o seu coração.

Todos nós podemos desabar inesperadamente da noite para o dia. Nesses momentos a nossa criatividade acompanhada de nossa esperança, fé e motivação pode ser o paraquedas que suavizará esta queda para que o tombo não nos esmague no impacto a ponto de perdermos a vontade de viver.

Basicamente seria isso. E vamos em frente que atrás vem gente.

Leandro Tissiano

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6 Replies to “Quando estamos carentes ficamos mais criativos”

  1. Lindo post!
    Conheço um rapaz que escrevia poemas, alguns muito lindos. Todos os dias ele escrevia algo que geralmente era direcionado a namorada. Um dia eles se separaram e ele seguiu escrevendo, alguns meses depois ele começou outra relação com uma moça que conhecia ele e a ex e sabia dos poemas. Desde que começou o novo relacionamento ele parou de escrever, nem mais uma linha. Um dia questionado pela agora esposa, pq ele amava a ex mais do que ela, já que ela nunca tinha recebido um verso sequer, ele respondeu: “Pelos simples fato que antes eu escrevia por me faltava algo, mas agora eu tenho tudo.”

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