O meu dia não está nada bom…

PERSPECTIVA CORRETA 2

Júlia, quando acorda cedo, continua em sua cama, olhando para o teto, pensando nas milhões de possibilidades de que algo possa dar errado para ela. Ela se concentra em ideias que a boicotam todos os dias.

Júlia pensa que nada realmente possa valer a pena, e parece que o tédio, o mau humor, a insegurança e a falta de perspectiva a tornam mais uma vítima desse sistema dominado pela corrupção.

É lógico que ela quer um país melhor. Ela sonha com um novo amanhã, mas sente que é mais fácil passar pro lado de lá, entregar-se ao sistema, e jogar da mesma forma.

Com isso em mente, ela parte para o seu trabalho, no trajeto que percorre todos os dias enquanto observa o que está rolando nas redes sociais, sua única fonte de informação.

Está tão acostumada com o trajeto, que nem precisa olhar para fora para saber a hora de descer. Ela consegue identificar o ponto certo para descer, pela quantidade de vezes que o ônibus para nos pontos, antes de chegar ao seu destino. Algumas vezes ela erra quando o ônibus precisa seguir por outra rua devido a alguma obra na pista.

Ao chegar ao trabalho, suas amigas vão logo dizendo: “_E aí Júlia? Quem é aquele carinha com você na foto?” E ela responde: “_Gente, é meu primo!” As amigas enlouquecem: “_Sério, apresenta ele pra gente!”

Chegando no setor, sua encarregada diz: “_Bom dia Júlia!” Júlia não responde.  “_Júlia, se possível,  precisamos disso até a hora do almoço. Tudo bem pra você? Obrigada.”

E assim Júlia vai seguindo em frente, levando as coisas da maneira que dá. Faz cinco anos que ela está na empresa, no mesmo cargo e setor. Viu várias pessoas saindo e entrando durante este período.

No fim de seu expediente, geralmente se encontra com as amigas para tomarem uma cerveja e comerem um espetinho em um barzinho próximo do local de trabalho.

Do outro lado da cidade, Alice, uma jovem com a mesma idade de Júlia, está chegando na escola. Está no último ano do ginásio. Está convencida do curso que irá fazer quando começar a faculdade.

Alice está tirando algumas dúvidas com o seu professor. Ela não concorda com as avaliações feitas pelo professor, e está demonstrando com boas argumentações o porque ela pensa diferente. A conversa se arrasta por quase trinta minutos, enquanto todos os alunos da classe já foram embora.

Alice está exausta. Depois de um dia de trabalho produtivo e uma aula intrigante, ela chega em sua casa, come uma comida leve, toma um breve banho para relaxar e dorme profundamente.

Assim que o relógio desperta, Alice se levanta. Senta-se na beirada da cama e sussura, agradecendo pela noite de sono, pelo dia anterior, e pela oportunidade de poder estar com saúde para realizar as coisas que estão em seus planos, diariamente.

Ao tomar o café, ela verifica as últimas notícias sobre economia, política e entretenimento. Acessa a sua rede social, ao mesmo tempo, conversa com os seus pais, abraça-os antes de sair, e trinta minutos depois ela já está pronta para pegar o ônibus.

Durante o trajeto para o trabalho, Alice observa tudo em sua volta. Ela presta atenção na movimentação dentro do coletivo, nas ruas, indústrias e comércios por onde o ônibus passa, no movimento da cidade e nas pessoas em sua volta.

Todos os dias ela conhece pessoas diferentes, desde crianças até idosos. Ela tem o semblante de uma garota muito prestativa, talvez seja esse o motivo de ela conseguir facilmente atrair pessoas para conversar com ela.

Alice chega no trabalho. Suas colegas se afastam dela. Ela não se importa porque está focada nas tarefas que vai precisar realizar durante o dia.

Ela se concentra tão bem em suas atividades que a hora passa voando. Muito esforçada e humilde de espírito, quando se sente útil, fica muito feliz. Ela conseguiu encontrar razões positivas para tornar o seu trabalho prazeroso.

Mas por que as suas colegas de trabalho se afastam dela? Na realidade isso começou a alguns meses atrás.

Alice foi promovida com apenas um ano de trabalho, enquanto que suas colegas de mais tempo não. Isso gerou um murmurinho dentro do setor e outras garotas chegaram a pedir demissão, porque não queriam ser lideradas por ela.

As que permaneceram vão levando do jeito que dá, sem nenhuma perspectiva. Entre estas pessoas, está Júlia.

Assim sendo, pergunto, com qual perspectiva devemos encarar a nossa vida?

Tudo é uma questão de se concentrar positivamente no que queremos para nós. Acordar todos os dias nos apegando em algo que nos dê a força necessária para poder encontrar alegria num mundo cheio de adversidades e para podermos remar contra a maré.

Júlia e Alice são duas jovens com os mesmos desafios diários. Estão no mesmo barco, mas com perspectivas diferentes.

Leandro Tissiano

contato@proseudiaficarmelhor.com

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