O meu maior inimigo

VIOLÃO 3

Está escapando por entre os meus dedos, e o pior, nada pode ser feito. Está esfarelando aos poucos e nada pode ser refeito.

Este processo começou desde quando foi escrito, e não há como evitar. Talvez seja possível  retardá-lo, mas não impedi-lo.

Tentei me desfazer dele, mas está grudado em mim. Onde estou, ele está, aonde vou, ele me acompanha.

Por que precisa ser assim? Que mal eu fiz? Recebo como recompensa o que não pedi. Nada pode pará-lo, a não ser que primeiro me pare.

Sim, não me faz nenhum mal, mas aos poucos me consome. Quem é você? O que você quer? Por que se instalou em mim?

E assim eu sigo, em sua companhia nada agradável, fazendo-me perceber, mesmo sem querer, que infelizmente, um dia, nem mesmo você, durará para sempre.

Conheci você no dia em que eu nasci, mas entendi você muitos anos depois. Hoje eu lhe compreendo, lhe entendo, mas não concordo contigo, em nada.

Se eu pudesse, eu lhe mandaria embora, apenas para deixar travado o que eu nunca aprovei ter sido liberto no dia do meu nascimento, o processo de meu envelhecimento.

Leandro Tissiano

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