Que balde de água fria!

agua na cara

Existem ocasiões em que pessoas julgam conhecer outras pessoas o suficiente, mas são surpreendidas por estas mesmas pessoas.

É tarefa difícil ter de aprender a se blindar emocionalmente, pois em algumas circunstâncias, durante este processo, quando uma pessoa exerce na prática o pensamento positivo, e sente a necessidade de compartilhar boas ações para gerar outras boas ações, e acredita que outros irão reagir da mesma forma, com alegria e disposição à iniciativa dela, de fazer o bem, são inesperadamente surpreendidas, pois, no lugar de um agradecimento, de um elogio, ou no mínimo, um simples obrigado, se ouve a ingratidão em pessoa, e uma enxurrada de frases negativas que cortam a pessoa, deixando em pedaços a pobre alma.

A boa alma, sem reação, se pergunta: “O que será que eu disse que fez esta pessoa reagir assim?” E ela, segurando para si mesma o direito de resposta, educadamente pede licença para sair.

Existem aqueles que consideram boas ações ou boas intenções de outros, como sendo algo presunçoso, exibicionista, de autopromover-se.

Devido a isso, o que era para ser bom, útil à outros, acaba gerando mais intolerância, e aquele ou aquela que estava dando de seu tempo e de seus recursos em ajudar outros, se sente culpado, porque estão chamando-o de arrogante.

Isso acontece com um único propósito, o de sufocar o espírito alegre e pacífico daqueles que ainda acreditam que fazer o bem à outras pessoas é o melhor caminho para uma sociedade mais justa e harmoniosa.

Abaixo, há alguns cenários que demonstram algumas das milhares de reações negativas que outras pessoas podem ter diante de uma tentativa de se praticar o bem à outros.

Ao mesmo tempo, as boas almas que aprenderam a se blindar de comentários negativos, ou de pessoas negativas, souberam como responder à estes.

A época em que estamos vivendo, tem gerado pessoas cada vez mais frias e indiferentes. Fazer o contrário delas torna-se um desafio, mas não é impossível conseguir reverter esta situação.

Tudo pode ser complicado no começo, mas saber responder à estas pessoas, pode ser o início de uma outra maneira de pensar, fazendo com que a chama da esperança se mantenha acesa.

 

Cena 1

Cíntia e Laura conversam:

Cíntia: “_Laura, eu vou visitar a Daniela!”

Laura: “_O que aconteceu?”

Cíntia: “_Ela não está nada bem. O marido dela está doente. Os filhos dela estão numa fase de rebeldia, dando trabalho, e para piorar as coisas, a mãe dela está idosa e precisa de cuidados.”

Laura:“_Puxa! Que pena… Mas pensando bem…aquela molecada precisava mesmo era tomar vergonha na cara! Os filhos dela estão precisando de um corretivo. Aquele marido dela, eu tenho minhas dúvidas se é doença ou apenas uma desculpa para não ajudá-la. Aliás, se eu fosse você, não se aproximava muito não, porque eu conheço aquela família. Essa gente dá trabalho!”

Cíntia: “_Nossa Laura! A Daniela é a minha amiga! Eu não quero saber se é problema das crianças ou do marido. Eu estou indo visitá-la. É com ela que eu quero falar. Independente de você ter razão ou não, mesmo assim eu vou visitá-la. Até mais Laura.”

Cena 2

Flávia e Mônica conversam:

Flávia: “_Mônica, a Cibele está muito feliz! O novo namorado que ela conheceu mudou até o semblante dela. O rosto e o olhar dela estão transbordando de alegria. Ela ficou até mais jovem. Estou muito feliz por ela.”  

Mônica: “_Ah! Eu não acho não! Acredito que ela esteja entrando num barco furado! Eu já conheço aquela peça.”

Flávia: “_Nossa Mônica! Será que as pessoas não podem mudar? Eu não gosto de ficar palpitando no relacionamento dela. Ela já é uma mulher madura. E outra, eu torço por ela! Eu sei o que é estar sozinha sem uma pessoa por perto para nos ouvir. Até mais Mônica.” 

Cena 3

Rita e Paula conversam:

Rita: “_Paula, eu pensei em começar a fazer trabalhos com artesanato.”

Paula: “_Você tá louca? Isso aí não dá dinheiro não!”

Rita: “_Nossa Paula, calma! Eu procuro fazer o que me dá satisfação, não coloco o dinheiro em primeiro lugar. Desculpa se eu te ofendi. Até mais Paula.” 

Cena 4

Márcia e Vera conversam:

Márcia: “_Vera, eu vou à casa da nova vizinha para conhecê-la. Acho legal trocar os nossos telefones, porque se acontecer alguma coisa com a minha casa ou com a casa dela, quando uma de nós estiver ausente, podemos fazer o papel de vizinho solidário e se for necessário chamar a polícia caso tenham pessoas suspeitas circulando a residência.”

Vera: “_Para quê? Vizinho só serve pra encher o saco! Se você fizer isso, amanhã já vão pedir alguma coisa em troca.”

Márcia: “_Nossa Vera, desde quando exercer a cidadania é algo ruim? Deixa pra lá. Até mais Vera.”

Em todas estas cenas descritas acima, as pessoas souberam se desvencilhar de reações contrárias as suas boas ações.

Mas, talvez outras pessoas que tiveram a mesma boa iniciativa podem estar sendo sufocadas quando expõem as suas boas práticas às pessoas erradas.

Não é necessário tentar convencer aquele que não aceita o seu modo de pensar. Talvez estas pessoas possuam milhares de filtros na consciência que as impeçam de ver que boas práticas podem mudar para melhor a convivência entre as pessoas, e que podem fazer bem à sociedade.

Talvez estes não consigam ou não querem ver qualidades em outros, apenas defeitos. Talvez não entendam que apaziguar diferenças de opinião seria a melhor opção, ao invés de defender as suas ideias a qualquer custo. Talvez não consigam ou não saibam fazer amigos. Talvez não aprenderam a exercer atos de bondade.

Alguns preferem pensar que quanto menos se envolverem, menos sofrerão. Outros preferem uma boa discussão e ofensas ao invés de bons diálogos, e se justificam dizendo que são o que são, melhor do que serem falsos.

Mas que relação harmônica há entre a transparência e a ofensa? Eles se defendem argumentando que não há como defender uma tese sem atingir a honra e o caráter de uma outra pessoa.

Estes não se conscientizam  de que cada indivíduo tem o direito e a liberdade de defender o seu pensamento, desde que respeite a opinião e o pensamento de outro, mesmo que não concorde com ele.

Dizer o que pensa não tem nada relacionado a ser ofensivo e hostil com outros que pensam diferente.

Estas ondas de pessimismo podem estar sufocando aqueles que estão fazendo o bem à outras pessoas, que acreditam numa sociedade mais unida.

Enquanto se aprende a se blindar destas pessoas, a atitude mais correta quando fosse praticar alguma boa ação, seria não dizer nada, mas ir e fazer.

Com isso são evitados mau-entendidos, confusões, desânimos, e reforça o ditado: “Uma ação vale mais que mil palavras.”

Leandro Tissiano

contato@proseudiaficarmelhor.com

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4 Replies to “Que balde de água fria!”

  1. As vezes nos deixamos dominar pelo negativo e sem querer reproduzimos esse comportamento. Tenho casos próximos que são exatamente assim, incapazes de dar apoio, de serem receptivas as ideias e sentimentos alheios. E sim, elas aos poucos foram envenenando a todos, ao ponto dos filhos perceberem que suas vidas pessoais e carreiras só vão para frente quando elas estão longe deles e a convivência é restringida por telefonemas quase formais. Mas todas as vezes que se tentou ajudar e pedir uma autoavaliação para mudança de atitude, foi muito pior, acusações, chantagem emocional… lista longa. Excelente post como sempre meu amigo! Bjs

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  2. Obrigado Louise. Eu particularmente fui podado como eu escrevi no post algumas vezes porque parece que as pessoas não lhe querem pensando diferente delas. Antes de me blindar eu sofri muito porque acreditava que as pessoas que me boicotavam estavam certas em suas avaliações a meu respeito e isso me prejudicou bastante. Graças a Deus me livrei de todas elas, que continuam iguais, boicotando outras pessoas inocentes que poderiam ser muito produtivas mas que se deixaram levar e ficaram no tempo. Em consequência disso, ficaram doentes, infelizmente. Bjs

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  3. Sim, é o caminho que essas que eu conheço estão tomando, da doença e do isolamento, pq ninguém quer ser envenenado constantemente. Triste realidade.

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