O que fazer com a indiferença que predomina em nossa sociedade?

Indiferença quer dizer: “estado de tranquilidade daquele que não se envolve com as situações; desprendimento”, ou, “falta de interesse, de atenção, de cuidado, de consideração; descaso; desdém”.

A indiferença está tomando a rotina de muitas pessoas, inclusive, dos bons profissionais. Estamos vendo isso naqueles que trabalham com Relações Humanas, principalmente profissionais de Recursos Humanos, que são os que precisam dar o bom exemplo em demonstrar o que é necessário para ser um cidadão.

A indiferença também tem transformado profundas relações em relacionamentos rasos, artificiais.

Estamos presenciando uma nova geração de pessoas praticando boas ações descartáveis. São ações momentâneas, mas sem nenhum comprometimento. É uma foto compartilhada, um pedido de ajuda compartilhado, mas nada além disso.

A indiferença está em alta, em compensação, “boas ações” estão difíceis de se ver. O simples fato de mostrar respeito ao próximo diariamente, transformou-se em caridade, e não sendo visto como uma atitude cidadã, em que fazer o bem significa agir como um povo civilizado.

Exemplo disso é a indiferença que se pratica ao ocupar um lugar destinado à um idoso que está em pé dentro do ônibus, ou uma mulher grávida, ou com filho de colo.

A pessoa que dá o lugar no coletivo é vista como sendo uma alma caridosa e não como um cidadão.

A boa cidadania tornou-se uma ação de caridade, e não como um dever de uma sociedade. Que absurdo!

Cidadania quer dizer “direitos e deveres interligados, o respeito e o cumprimento de ambos, contribuindo para uma sociedade mais equilibrada e justa”.

Respeito aos mais velhos, ajuda aos necessitados, consideração por outros, educação e dignidade com os mais fracos transformou-se em ideologia religiosa.

Sendo assim, quem não é religioso, não precisa praticar a cidadania? O ponto não é religião, mas o “dever” de uma sociedade civilizada.

O Brasil está vivendo um momento de indiferença do mais alto escalão em todas as esferas da população. Que bom seria se houvesse um maior comprometimento das pessoas.

Fazer o bem ao próximo é uma atitude de amor, e ter amor faz parte de uma sociedade mais justa.

Não roubar, não se corromper, não se vender, não usurpar, não enganar, não esconder o que é errado, não fingir.

Toda ação ruim, por mais que se mostre benéfica no curto prazo, a médio e longo prazo vai causar problemas àqueles que agem assim.

Não é o que estamos presenciando, sentindo na pele os efeitos desastrosos de conviver ou ser conivente com a corrupção em nosso País?

Será que a lição não foi o suficiente?

Leandro Tissiano

contato@proseudiaficarmelhor.com

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2 Replies to “O que fazer com a indiferença que predomina em nossa sociedade?”

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