Qual a língua mais falada dentro das famílias? – Política e Cidadania – Família

PAIS QUE FALAM LINGUAS DIFERENTES PRO SEU DIA FICAR MELHOR COM

A nossa política e cidadania, como também a nossa família, possuem um grau de entrelaçamento entre as partes, mais estreito do que talvez poderíamos imaginar.

A experiência comprova que filhos que foram criados dentro de um ambiente familiar onde os pais costumavam discutir na frente deles, tiveram uma maior dificuldade em orientá-los quando se tornaram mais velhos.

As crianças vão absorver a ideia de que é perfeitamente normal e aceitável contrariarem outras pessoas, mesmo que sejam seus pais, pois elas presenciaram isso durante o seu crescimento, dentro de suas próprias casas.

Como resultado, terão a tendência de não aceitarem conselhos, não colaborarão com as regras existentes dentro da família, e como consequência terão sérias dificuldades com coisas que envolvam organização, padronização ou que estejam relacionadas com lealdade e obediência para com normas estabelecidas, sejam elas em sua vida pessoal ou profissional.

Contrariar, discordar, ter um ponto de vista diferente do cônjuge é perfeitamente normal. O problema é quando estas diferenças se tornam motivos de discussão e brigas acaloradas na frente dos filhos.

O casal precisa resolver as suas diferenças em particular, da maneira mais adequada, em que ambos se satisfaçam mutuamente com as decisões tomadas, deixando para conversar sobre estas decisões na frente dos seus filhos após terem a certeza de que estarão falando a mesma língua.

Embora seja muito comum esse raciocínio, quando colocado em prática, não é fácil, principalmente em famílias desestruturadas, onde os cônjuges não falam a mesma língua, onde o respeito e a educação para com o próximo não é colocado como prioridade.

Famílias instáveis geram uma política e uma sociedade instável.

O fundamental seria que no lar prevalecesse o respeito e a paz. Como exigir obediência e respeito de adolescentes que tiveram pais que não colaboraram para uma boa educação para com eles?

Seriam estes fatores uma das razões que tem colaborado para alunos estarem afrontando os seus professores? Seriam esses sintomas uma das razões de jovens estarem cada vez mais violentos e indisciplinados?

Se o casal não chega a um denominador comum, como exigir moralmente que os filhos façam o mesmo?

É claro que nenhum erro se paga com outro erro. Nenhum filho precisa fracassar porque seus pais fracassaram. Um erro não justifica o outro.

Mas uma coisa é certa, os filhos observam muito mais as ações dos pais do que as suas palavras. Por isso que o velho ditado: “Uma ação vale mais que mil palavras” se encaixa perfeitamente dentro de um lar onde os pais não falam a mesma língua.

Quando pais falam línguas diferentes, os filhos vão raciocinar e compreender que mentir para obter vantagens, não contar toda a verdade, esconder os detalhes, não levar a sério quando o outro fala, e ser sarcástico ou usar de chantagem emocional é algo perfeitamente normal, porque aprenderam isso dentro do próprio lar.

O contrário também é verdade. Sabemos que existem exceções, mesmo para os filhos que tiveram uma excelente educação moral. Eles não estão livres de seguirem um caminho diferente dos pais. Os pais fizeram o melhor que podiam, mas os filhos não corresponderam a uma boa educação. Isso pode acontecer, como de fato tem ocorrido.

Mas fazendo uma analogia para entendermos este risco, é o mesmo que nos protegermos do mosquito da Dengue. Por exemplo, que adianta limparmos os utensílios que estão com água parada para combatermos o mosquito da Dengue se o nosso vizinho não limpa a própria piscina?

É fato que a maior razão de desvio comportamental de filhos que foram criados dentro de um ambiente familiar estruturado, mudarem de comportamento, porque se envolveram com filhos de outros que tiveram uma educação desestruturada.

A nossa tendência natural é pendermos para o lado ruim sempre. É difícil lutarmos contra essa tendência. Imagine para os nossos filhos, muito pior para os filhos de outros que estão dentro de famílias desestruturadas.

Política e cidadania precisam de famílias estruturadas para gerarem nas futuras gerações bons cidadãos, contribuindo para um país melhor em todos os sentidos, dentro das esferas executiva, legislativa e judiciária.

Que bom se toda a sociedade orientasse os filhos da melhor maneira possível. Por isso que não se resolve podar os galhos de uma sociedade corrompida, tirando governo e elegendo outro governo. Precisamos de uma reforma mais profunda, cortar o mal pela raiz. Essa reforma levará mais tempo, mas é necessário mudarmos imediatamente.

As famílias precisam se reestruturarem, pois a família é a base de toda uma sociedade mais justa e harmoniosa.

Depende de nós pais fazermos o nosso melhor para com os nossos filhos, independente de outros pais que não queiram fazer o mesmo.

O importante é fazermos o nosso melhor, independente de nossos filhos corresponderem ou não aos nossos bons esforços para criá-los.

Portanto nós pais precisamos falar a mesma língua dentro do lar.

Leandro Tissiano

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