A paixão é cega, e daí? Quem se importa?

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Não brinque com coisa séria

Um avião decola de Guarulhos com destino a Inglaterra. Após atingirem altitude de cruzeiro, o capitão pede autorização para a central do espaço aéreo para desviar a sua rota apenas meio grau para a direita, pois precisa verificar uma luz amarela acesa no painel.

Assim que recebe autorização o capitão desvia a rota por cerca de trinta minutos. A luz no painel se apaga e o copiloto começa a restabelecer a rota original. O capitão diz que ainda não era o momento certo, pois mais a frente estava uma área de forte turbulência devido ao mau tempo.

Novamente o capitão solicita autorização para desviar a rota mais meio grau para a direita. Autorização concedida. Assim que passar a área de turbulência, volte a rota original, diz a central do espaço aéreo.

Uma hora mais tarde a outra central de espaço aéreo pede que o voo seja desviado mais meio grau para a direita devido a um grande tráfego aéreo na região naquele momento.

Mais uma hora se passa quando a central autoriza o voo a fazer a rota original. Mas infelizmente, devido ao grande espaço percorrido, voltar a rota original seria mais demorado do que seguir pela mesma rota, e assim decidem permanecer nela.

Duas horas mais tarde, o espaço aéreo da região que sobrevoavam, pede para que o voo seja mais uma vez desviado em meio grau porque o espaço áreo está fechado.

Resultado, eles precisam encontrar logo um local seguro para reabastecer, porque não há mais combustível para chegar ao seu destino.

Esta hipotética situação jamais ocorreria na aviação porque seria muito perigoso. Citei apenas este exemplo para entender que quando um casal releva pequenas falhas em sua relação, não as corrigindo, estes pequenos desvios fazem com que os seus planos e o seu destino fique seriamente ameaçado.

Pequenas falhas são pequenas demais, será?

Meio grau parece ser muito pouco para causar um desastre, mas considerando a velocidade do avião, meio grau faz muita diferença quando envolve milhares de quilômetros.

As pequenas falhas parecem muito insignificantes para causar uma separação, mas a longo prazo, quando somadas, elas se tornam insuportáveis e é a causa de separação de muitos casais.

O que seria algumas falhas comuns? Por exemplo, alguns fatos que fazem o casal ter problemas no futuro. Note algumas destas circunstâncias:

“A minha mulher falou mal de minha mãe. Ela ofendeu os meus sentimentos, mas tudo bem, a mãe dela também é muito chata.”

“O meu marido me rebaixou. Disse que eu cozinho mal, mas tudo bem. Eu falei pra ele comer na mãe dele.”

“A minha mulher pendura roupas intimas no banheiro, tudo bem, eu também faço minhas necessidades de porta aberta.”

“O meu marido anda se divertindo demais com os amigos, mas tudo bem, eu também fico horas na academia.”

“A minha mulher não me liga mais como antes, mas tudo bem, eu também quero mais liberdade.”

“O meu marido está me evitando na cama, mas tudo bem, eu também não gosto de nada forçado.”

“A minha mulher está postando fotos sensuais na rede social, tudo bem, eu estou flertando com umas gatas novinhas.”

“O meu marido não me pergunta mais como foi o meu dia, mas tudo bem, eu também não pergunto sobre o dia dele.”

“A minha esposa não conversa mais no café da manhã, tudo bem, eu só fico calado mesmo olhando o meu celular.”

“O meu marido me rebaixou na frente das crianças, mas tudo bem, eu também fui sarcástica com ele.”

“A minha mulher não me faz mais uma massagem relaxante, mas tudo bem, eu também me sinto a vontade para liberar a minha flatulência.”

“O meu marido me desrespeitou na frente de seus amigos, mas eu saí por cima, quando respondi na mesma medida.”

E assim a relação segue, um se desviando meio grau para a direita, o outro meio grau para a esquerda, criando um distânciamento entre os dois cada vez maior.

Quando o distânciamento se tornou maior do que a solução, não há nada que possa salvar ou reaproximá-los.

As pequenas falhas irrelevantes se tornaram insuportáveis e a relação se transformou em um desastre.

Aqui eu mencionei os dois, mas imagine que fosse apenas o homem desviando a rota em meio grau. O efeito e distanciamento aconteceria da mesma forma.

Para salvar a relação os dois precisam andar na linha. Manter a mesma rota. A relação é uma união entre dois indivíduos, uma parceria e não cada um pra si e toca em frente que depois a gente vê no que vai dar…

Leandro Tissiano

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