Qual será o futuro das empresas do futuro?

A parte chata de qualquer trabalho é ter de encarar o que não se gosta de fazer, mas que é necessário ser feito.

Podemos citar, por exemplo, limpar o banheiro de casa, levar o lixo para fora em um dia de chuva, lavar a grelha de uma churrasqueira, limpar a sujeira dos animais domésticos, mas em contrapartida, é muito apreciado uma ducha refrescante após um dia cansativo de trabalho, ou a degustação de alimentos saborosos, um bom churrasco entre os amigos, ou o carinho de abraçar um cãozinho de estimação. Todas estas coisas fazem parte da vida dos seres humanos, porque são alguns dos momentos e coisas boas da vida.

Com esta pequena introdução, fazendo uma analogia de aonde eu quero chegar, como disse, é prazeroso desfrutar das coisas boas que a vida nos oferece. Não preciso destacar aqui apenas coisas ou objetos de grande valor comercial como sendo coisas boas da vida, mas circunstâncias comuns, do cotidiano das pessoas.

Me refiro ao fato de prestarmos mais atenção em tudo o que consumimos, seja um simples alimento até a aquisição de uma propriedade, ou seja, tudo o que cerca o mundo dos negócios alinhado aos prazeres da vida. Filosófico? Um pouco, mas não é nada para se assustar, apenas uma conscientização das ações que estamos tomando em relação a este consumismo desenfreado e sem consciência que podemos estar fazendo parte.

Tudo o que é produzido hoje para o consumo humano foi produzido por alguém, óbvio e redundante, mas me concentrarei apenas nas empresas que durante o seu processo de produção se utilizam dos recursos naturais de nosso Planeta Terra.

Mesmo que trate-se de um tema polêmico e pouco explorado, felizmente, talvez por força maior, por conta dos desastres naturais, das grandes catástrofes, das guerras e da crise econômica, fomos obrigados a repensar sobre o que é bom ser feito para proteger e preservar o futuro das novas gerações, o que é necessário fazer para diminuir e interromper o ciclo desastroso do consumismo sem conscientização, pois ficou provado que nada pode durar para sempre, incluindo os recursos naturais de nosso planeta. Não preciso entrar em detalhes estatísticos, basta acessar estas informações na internet.

Repito mais uma vez, os confortos e prazeres da vida nos enchem de satisfação, mas onde está a coisa chata de tudo isso?

Vou dar um exemplo, imagine que você esteja de mala pronta com destino à uma praia maravilhosa. Você e sua família seguem até o seu destino de avião. Se hospedam em um hotel de frente para o mar. Saboreiam alimentos típicos da região e curtem todas as emoções que ficarão guardadas em sua memória e em seu coração, afinal, foram momentos inesquecíveis que vocês passaram, desde o excelente atendimento da agência de turismo, envolvendo as empresas terceirizadas que lhe trataram com todo o respeito e consideração até o serviço de translado e hospedagem. Todas estas coisas foram a parte boa.

Mas você não observou a parte ruim, até porque não era a sua obrigação, mas é obrigação daqueles que são pagos para fiscalizarem, correto. É agora que entra a nova forma de ver e interagir com as coisas ao nosso redor quando se trata de consumirmos os prazeres da vida, a nova maneira de enxergarmos com mais profundidade aquilo que nos cerca quando se trata de negócios alinhado aos prazeres da vida.

Quando você contratou a agência de turismo que lhe indicou a empresa área, você não sabia que os produtos e componentes usados em suas aeronaves eram obtidos através de fornecedores  que se utilizavam de mão de obra escrava de um país em guerra. Você também não observou que o Hotel onde você se hospedou possuía um sistema de eliminação de dejetos humanos diretamente na nascente de um rio, ou no lençol freático, ou até mesmo diretamente no solo. Sim, ninguém segue o caminhão da empresa terceirizada que recolhe a parte ruim dos hóspedes.

Por isso que seria injusto de nossa parte argumentarmos que a culpa é daqueles que poluem o nosso Planeta. Nenhum de nós gosta de fazer a coisa chata, mas é necessário, e fico feliz que a nova geração que está sendo formada está tendo o seu lado bom, a de começarem a prestar atenção nestes detalhes que a maioria da população tem deixado passar.

Se você chegou até aqui, é porque este assunto lhe interessa. Você tem consciência da importância de investigar tudo o que você está comprando, sejam coisas grandes ou pequenas, desde uma simples sacola de supermercado, um celular ou até a aquisição de um imóvel. Você sabe também que precisa descobrir o que fazem com o seu lixo e com o lixo que jogam no Planeta onde você mora.

Empresas que não respeitarem e não preservarem o ecossistema, que não valorizarem a mão de obra de seus colaboradores, diretos ou indiretos em algum processo do desenvolvimento de seus produtos ou serviços e com consumidores cada vez mais atentos às questões ambientais, não sobreviverão.

Antigas formas de pensamento, entre elas, o pensamento egoísta: “Isso não é problema meu!” está mudando para o pensamento recíproco e coletivo de dizer: “Sim! Isso é problema nosso!”

O antigo pensamento egoísta da individualidade está mudando para o pensamento da coletividade. Basta analisar sites de serviços que estão surgindo aos milhares onde a chave de tudo é compartilhar serviços e produtos.

Empresas que entregarem tecnologia a custo de mão de obra exploratória, ou em troca de poluir o ecossistema, precisarão mudar as suas práticas e os seus ganhos.

A nova geração de pessoas, como frisei, está vivendo a coletividade de seus atos, pois compartilham tudo o que fazem. Talvez ficaram mais espertos diante de tantas mentiras e hipocrisias praticadas por grandes empresas e empresários que destruíram o nosso Planeta, e eles estão certos.

Eu não duvidaria de que a nova geração é capaz de odiar em poucas horas uma marca famosa ou um produto famoso se descobrissem que estes não preservam ou não protegem o ecossistema como deveriam, ou que tentem enganá-los por fazerem  acreditar que protegem o ecossistema quando verdadeiramente não fazem o suficiente. Eles não caem mais nestas mentiras.

Esta nova geração está correta, eles descobriram que precisam pensar fora da caixinha. Eles estão certos, pois o futuro deles e o futuro de seus filhos está em jogo.

Se você é um empresário que se preocupa com este tema, procure um Órgão de Fiscalização Ambiental de sua Cidade ou Estado e reavalie toda a sua empresa e todos os seus fornecedores para que ambos estejam alinhados quanto às questões ambientais pois a nova geração não vai comprar os seus produtos ou serviços se estes não tiverem um selo verde.

Leandro Tissiano

LOGO TIPO TISSIANO 150

Alguns exemplos de onde você pode cobrar por uma maior fiscalização:

IBAMA – IEF – CONAMAEMBRAPACONSEMACETESBFATMAFEAMIAPFEEMASECIMAFEPAM

 

5 Replies to “Qual será o futuro das empresas do futuro?”

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