Os indiferentes precisam decidir de que lado estão

Quantas vezes eu pensava que crimes inexplicáveis cometidos contra pessoas inocentes não me importavam, desde que não afetassem a minha família. Mas este pensamento, ao contrário de ser uma proteção emocional, só revelava o quão indiferente eu era.

Eu defendia a minha indiferença, porque eu julgava que o importante era a cabeça no trabalho, nos estudos e na diversão. Sim, eu era frio com estas coisas, mas conforme fui ficando mais velho e no dia em que eu me tornei pai, entendi o qual difícil é estar na pele de quem sofre a perda de um ente querido.

Em pensar que crimes hediondos estão se tornando cada vez mais comuns. Quando procuro entender o porque disso, noto que não há lógica para tais atos praticados contra pessoas do bem.

Por mais que alguns justifiquem dizendo que um governo corrupto tira da população o seu meio de vida, e a sociedade se revolte e cometa barbaridades como essa, não é simples assim. Outros dirão que não existem leis sérias neste país, ou que o amor ao dinheiro gera a ganância que leva alguns a cometerem crimes hediondos. Estes argumentos são justos, mas apenas sabermos algumas das razões que causam estas atrocidades não será o suficiente para mudarmos a nossa sociedade.

Não podemos ser influenciados por maus exemplos que vem de cima. Não podemos ser injustos porque a vida nos ensina a ser injustos. Precisamos fazer a diferença, mostrarmos que somos diferentes.

As notícias mais comuns que deveriam circular nas mídias sociais era o de pessoas devolvendo dinheiro ou objetos aos seus verdadeiros donos, não estas atrocidades que aparecem na TV e na internet. O papel de nós cidadãos é justamente agir ao contrário dos maus exemplos, por fazermos boas ações.

Precisamos silenciar o crime de outras maneiras, por olharmos com mais atenção para os lados. Atos tão pequenos e imperceptíveis aos olhos de outros poderiam ser o princípio de uma mudança radical. Exemplo, ao cruzarmos uma rua, e notarmos a presença de um idoso com dificuldades em atravessá-la, custaria ajudarmos? No ônibus, quando um idoso ou uma mulher grávida está no corredor, damos o nosso lugar?

Quando presenciamos uma briga séria de casal, ou de um pai e uma mãe que maltrata o filho,  envolvendo lesões físicas, denunciaríamos? Não precisamos nos identificar numa denúncia. Podemos estar salvando uma vida, quem sabe até mesmo evitando uma chacina.

Quando aprendemos a dirigir, não conduzimos o carro a 140 Km/h. Tudo começa devagar, primeira e segunda, segunda e primeira, algumas vezes engatamos a terceira. Assim é uma sociedade. Por menor que seja o esforço de cada um de nós, na soma geral vai ser muito. No que pudermos ajudar, vamos ajudar a nossa comunidade. Sejamos pessoas do bem.

Pequenos gestos mudam as pessoas e por consequência toda uma sociedade. Não é fácil nadarmos contra a maré da indiferença, mas apesar de tudo, acredito que não seja impossível.

Leandro Tissiano

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