Vou desistir de tudo, estou decidido

agua-mole

Em algum momento, certamente, já pensamos em desistir. Desistir de acreditar que ainda é possível crer que o verdadeiro amor ainda possa existir.

Ou desistir de crer que ainda exista uma chance de fazer a diferença e mudarmos o rumo de nossa própria história.

Existem muitas possibilidades de que tudo dê errado, e apenas poucas ou  nenhuma de que possa dar certo.

Mas viver de possibilidades é algo que nos cerca desde quando nascemos. Isto pode ser visto na quantidade de milhões de espermatozoides que circulam um óvulo enquanto apenas um atravessa a parede.

Sofremos algumas vezes porque não estamos blindados, somos seres humanos. Talvez quando pensamos em sermos diferentes, partimos para o radicalismo, oito ou oitenta. Ou mudamos de uma vez ou desistimos de tudo.

Mas mudarmos de comportamento, na realidade, pode ser apenas ter de ajustarmos algumas atitudes nocivas, ou qualquer outra coisa que possa estar sugando as nossas energias e a nossa autoestima.

E por falarmos em ajustarmos algumas coisas que possam estar nos atrapalhando, você já ouviu ou leu a estória do sábio e o lenhador?

Esta estória é muito conhecida no meio literário, embora existam algumas versões diferentes, mas se você nunca leu ou ouviu, vale a pena ler novamente.

Existia um lenhador muito experiente. Ele se aventurava pelas florestas e sempre trazia muita lenha. Todos o respeitavam, pois conseguia cortar quase o dobro de árvores do que os outros lenhadores.

Mas conforme o tempo foi passando, ele começou a ficar desanimado, porque a sua produção estava diminuindo. Quanto mais se esforçava mais se cansava, piorando ainda mais a sua produção.

Preocupado com isso, o lenhador começou a achar melhor se aposentar.

Neste dia, ao voltar para casa, convicto de que não era mais o mesmo, comentou com a família a sua insatisfação. Neste mesmo dia, recebeu a visita de um sábio. O lenhador se abriu para o sábio revelando os seus infortúnios. O sábio então pediu para que ele trouxesse a sua ferramenta de trabalho, ou seja, o seu machado.

O que acha deste machado, perguntou o sábio? E o lenhador respondeu: Ele me deu muitas alegrias. Com ele nas minhas mãos ninguém era mais rápido e produtivo do que eu, mas isso agora pertence ao passado. Bons tempos aqueles!

O sábio seriamente olha para dentro dos olhos do lenhador, faz uma pausa, e pergunta: Por que resolvestes parar?

Ele então responde: Não estou mais produzindo como eu produzia antes. Vou mudar de profissão.

O sábio pergunta novamente: Estás doente? Fraco? Sente-se cansado ao acordar? Sente algumas dores?

E o lenhador responde: Não, me sinto bem, embora o cansaço esteja começando a bater. O sábio então conclui: É, algo está errado.

Calmamente o sábio caminha com o machado até a oficina do lenhador. Pega um esmeril e afia o corte do machado.

O lenhador se ri, porque ele já havia amolado o machado diversas vezes e nada havia mudado.

O sábio entrega o machado ao lenhador, mas o lenhador se recusa, pois já havia feito aquilo.

O sábio responde, você o amolou da forma errada, eu o amolei da forma correta.

O lenhador, descrente que fosse funcionar,  vai então para a floresta.

Horas depois o lenhador volta correndo para a sua família, muito feliz, porque trouxe novamente a tão desejada produção de antes.

Minha análise: Quantas vezes pensamos que ideias diferentes das nossas e pessoas experientes, não tenham nada a nos oferecer, porque já tomamos as nossas próprias decisões e conclusões. Julgamos que nada poderá mudar aquilo que já sentenciamos em nossos corações.

O quão errados podemos estar. É preciso estudarmos os nossos pontos fracos, amolarmos as nossas convicções para cortarmos as dificuldades que tentam nos impedir de sermos felizes. Precisamos nos reinventarmos, darmos um corte certeiro, renovarmos as ideias, renovarmos os nossos planos e o nosso estilo de vida.

Precisamos amolar quem nós somos, lubrificarmos a nossa auto estima, cuidarmos bem de nossos corações, para que possamos continuarmos produtivos como pessoas.

Talento é uma coisa que não se perde, desde que mantenhamos o nosso treinamento. Perdemos o corte quando não nos atualizamos, quando não nos preparamos.

Quando insistimos em algo que não dá certo, nos desgastamos, perdemos um tempo valioso, não obtemos resultados positivos e nos desanimamos.

Leandro Tissiano

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5 thoughts on “Vou desistir de tudo, estou decidido

  1. L’autostima è importante e per capirlo a fono dobbiamo accettare il fatto che non sempre può andare come diciamo noi, che a volte le possibilità di riuscita si riducono, in tutti i campi. Anche ascoltare le parole di chi ha più esperienza di noi può essere fondamentale. Mai dire mai.

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