Quando a solução é perder o que nunca foi seu

Eu estou para tomar uma decisão muito difícil em minha vida. Acredito que já era para eu ter feito isso a muito tempo atrás, mas por medo, receio do que outros poderiam pensar ( que loucura, como se outros se preocupassem com isto ),   talvez por estar em uma zona de conforto (não, na verdade, era o medo de encarar uma nova realidade, de encarar os fatos), e pelo medo do desconhecido, fui levando.

Mas o que vocês meus queridos leitores, tem haver com tudo isto? Nada, absolutamente nada. Talvez nem seja do interesse de vocês descobrirem algo sobre isso que vou relatar.

Eu ainda assim procuro aprender com as minhas experiências, e se para vocês isto não é importante, tudo bem, quem sou eu para fazer vocês se interessarem pelo o que estou escrevendo?

É melhor vocês pararem por aqui, mas caso sintam que isto é importante, saibam que serão palavras e mais palavras bem diferentes das coisas que eu costumo postar aqui neste espaço, até porque precisamos de palavras de incentivo para seguirmos lutando, e não cairmos na bobeira de reclamarmos de tudo, coisa que ninguém suporta mais.

Geralmente preferimos postar coisas interessantes, coisas boas, bonitas e agradáveis, mas nem sempre é assim. Acredito que vários Blogueiros desistiram de escreverem e abandonaram seus Blogs por terem medo de estarem vulneráveis, e por não estarem mais sendo realistas com os seus posts, por medo de darem a cara a tapa e se sentirem envergonhados.

Não devemos nos envergonhar de nossas quedas, de nossos tombos e deslizes. São estas coisas que nos transformam em pessoas melhores, nos deixam mais fortes, experientes e humildes. Talvez serão estas circunstâncias que revelarão se seremos mais amáveis e calorosos com outros. Nunca devemos nos transformarmos em pedra, sermos amargos e insensíveis quando outros nos fazem sofrer.

Sabemos que são poucos os que conseguem digerir melhor os posts polêmicos, tristes, talvez, até enfadonhos. Mas quem não gosta de um espaço real, sem preconceito e aberto, é melhor buscar navegar no LinkedIn. Lá existem profissionais de sucesso, receitas de sucesso, pessoas de sucesso, aqui não, aqui é para pessoas de carne e osso, mais humanas, verdadeiras e realistas. Se você quer ler algo de sucesso, vá no LinkedIn.

Mas voltando ao que eu estava escrevendo, novamente eu pergunto, o que vocês tem haver com tudo isso? Nada, mas alguém que está nestas mesmas condições, poderá ser ajudado a ter a coragem de agir, mesmo que muito tempo já tenha se passado, mesmo que não haja muito tempo de vida pela frente.

Vocês algumas vezes, por amor, compaixão, tentaram ajudar alguém? A gente se sente feliz, querido e amado quando ajudamos outras pessoas.

Mas já se sentiram esmagados também, quando tentaram ajudar e as pessoas reagiram com total indiferença?

E quando você se parece com um criado mudo que está ali a disposição para que outros usem você apenas como uma gaveta, para guardarem coisas, ou como um suporte para abajur? Já se sentiu sem nenhuma presença, como se você fosse invisível e ninguém percebesse que você existe?

Mas vocês, meus preciosos amigos que aqui estão neste Blog, devem estar pensando, o Leandro enlouqueceu, será que só agora que ele notou que as pessoas em nossa volta são indiferentes?

E eu respondo, claro que não, eu não enlouqueci, mas tem um detalhe, eu não estou falando das pessoas de fora, eu estou falando de minha família!

Indiferença, ingratidão, frieza, sarcasmo, na família. Nossa, sério isso Leandro? Sim meus amigos, é sério isso, e não vou entrar em detalhes porque não quero expor os meus familiares.

Quem tem a coragem de falar sobre isso? É eu sei, muito poucos, mas eu seria hipócrita se eu tentasse parecer ser o que eu não sou.

Como eu disse, nem sempre as coisas são doces e coloridas, mas o que seria do doce se não conhecêssemos o amargo?

Portanto, a decisão mais difícil que estou para tomar mudará completamente a minha vida nas próximas semanas, meses e anos.

Eu confesso que eu não sei o que vai acontecer, como vou conseguir lidar com tudo isso ainda, mas conforme o tempo for passando e a poeira baixando eu vou revelar aos poucos os problemas que foram minando a relação e como eu fui sobrevivendo a este novo desafio, o de ter de recomeçar depois de 22 anos casado e 27 anos vivendo uma relação tempestuosa e vampiresca.

Mas aprendi desde muito cedo que nesta relação, eu sempre estive só, e vocês descobrirão o porquê estou afirmando isto.

Inicialmente o problema era entre eu e minha esposa e conforme o tempo foi passando, começou a envolver também os meus filhos, que foram fortemente influenciados.

Mas os detalhes ficarão para posts futuros.

As vezes, pro seu dia ficar melhor, é necessário tomar decisões tristes, mas necessárias, não é mesmo?

Obrigado à todos.

Leandro Tissiano

Obs: Se este post for realmente relevante e atingir a marca de 100 curtidas, me sentirei motivado a escrever a segunda parte, porque outros podem estar nas mesmas condições que eu estou.