Entrevista com o Diabo

Em algum momento de nossas vidas saímos em busca de emprego, e naturalmente, aquele que procura por emprego se sente mais vulnerável, até pelas preocupações que pairam sobre a sua cabeça, afinal de contas você está desempregado.

Como não bastasse estar nestas condições, ainda trombamos com alguns selecionadores que mais se parecem com recrutadores do Diabo do que com selecionadores treinados e capacitados para atuarem na área de RH.

Uma prova disso é quando alguns selecionadores estão confortavelmente instalados em seus respectivos escritórios, agindo de uma maneira arcaica, ultrapassada, e totalmente desumana, onde se parecem mais com seres psicopatas, desprovidos de qualquer sentimento e com uma alta dose de sarcasmo e indiferença pelos candidatos.

  • Exemplo, um selecionador liga para um possível candidato, e assim que o telefone dá três toques e a pessoa não atende, eles interpretam esta ação como imperdoável, reprovando imediatamente o candidato.

(Em nossos dias atribulados e cheios de compromissos , é impossível estar a disposição assim que o telefone toca. Será que estes selecionadores não entendem que a pessoa pode estar em uma rodovia, ou diante de uma circunstância que a impeça de atender no máximo no terceiro toque?)

  • Um selecionador liga para um possível candidato escondendo o número de seu telefone, colocando-o no modo privado. Se o candidato não atende, ele não serve para a empresa.

(Na maior parte das vezes números privados escondem segundas intenções, e há mais indícios de que sejam suspeitos do que legítimos. O erro não é de quem não atende, mas de quem liga.)

  • Um selecionador marca entrevista com candidatos que moram distantes da empresa, cerca de algumas horas de viagem, sendo que não há garantia de serem contratados, além do custo sair das mãos de quem busca por uma oportunidade de emprego.

(Estamos inseridos em uma era altamente tecnológica, onde podemos conversar com outras pessoas online através de vídeos conferências, hangouts, e outras ferramentas que possibilitam fazer entrevistas e até mesmo dinâmicas de grupo. Chamar o candidato para uma entrevista de emprego sendo que o mesmo precisará se deslocar por horas, deveria ser a última etapa de um processo, não a primeira.)

  • Alguns selecionadores insistem em convidar possíveis candidatos que não se enquadram para a vaga, mesmo o candidato avisando não possuir todas as qualificações, e durante a entrevista reprovam o candidato exatamente naquilo que ele já havia avisado não possuir a experiência necessária.

(Prestar atenção em cada detalhe, agendar entrevistas deixando claro quais as expectativas do que se espera do candidato, não chamando-o para uma entrevista e durante o processo de seleção, simplesmente dispensá-lo como um papel descartável.) 

Estes chamados “Selecionadores” precisam entenderem que do lado de cá existem outros seres humanos, pessoas que lutam para conseguirem vagas de emprego. Não é porque a concorrência é grande que se deve tratar com descaso àqueles que estão sem emprego.

São pais e mães preocupados, que se esforçam para conseguirem um emprego. Eles não merecem serem tratados assim por estes recrutadores malévolos.

Vamos ter mais respeito. Ponham a mão na consciência e tenham um pouco mais de consideração e dignidade para com o próximo.

Leandro Tissiano

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