As leis no Brasil são frágeis e imorais

Uma onda de violência, revolta e medo tem tomado as pessoas nestes últimos anos.

É óbvio que a maioria torce para que o bandido seja julgado e preso, enquanto a vítima saia ilesa de uma situação de risco.

O sangue ferve quando vemos pessoas de bem se tornando reféns de bandidos, e a vontade de fazermos justiça com as próprias mãos cresce a cada dia.

Não é fácil sermos as vítimas que clamam por ajuda, enquanto as forças de segurança, criadas para este propósito, de protegerem a população, mal conseguem trabalhar, visto que prendem hoje e soltam no dia seguinte.

A sociedade de bem está acuada, sofre em silêncio, e mesmo que as pessoas reconheçam que o vizinho é alguém perigoso, que oferece riscos aos seus entes queridos e outros vizinhos, ela não o denuncia, pois sabe que a Polícia vai embora, mas o mal vizinho não, e o que é pior, que ele pode voltar e matar, fugir do flagrante e responder em liberdade, enquanto você, pensando em ter feito o que era correto, para proteger a sua família, pelo contrário, a expôs ainda mais quando você o denunciou, e por isso perdeu a sua vida. Ironicamente, deixar de fazer o que é certo, é que pode proteger a sua família.

As leis de nosso País, quando colocadas em análise, possuem muitas brechas, é confusa, mal elaborada, e abrem precedentes para que bandidos sejam soltos, nos deixando a triste sensação de que o crime, de fato compensa.

Eu tenho conversado muito sobre isso com colegas de trabalho. A maior parte das nossas leis dão direitos iguais de defesa, tanto para inocentes quanto para culpados.

O mesmo direito de defesa vale para pais de família que lutam para cuidar de seus filhos, quanto para criminosos assassinos. Juridicamente isto é possível.

Eu me pergunto, qual a diferença em se matar uma pessoa inocente de uma forma bárbara e repugnante, fugir do flagrante e responder em liberdade alguns dias depois? O criminoso perdeu o seu grau de periculosidade? Ele não é mais um criminoso? Pode responder em liberdade?

É revoltante saber que estupradores e pedófilos também possuem o direito de defesa, porque se utilizam destes artifícios para prorrogarem os seus julgamentos.

Por estas razões eu insisto em dizer que precisamos de um País com uma elevada moral, e com um grau descente de ética.

Com a moral e a ética trabalhando juntas, não se roubam, não se mentem, não machucam inocentes e não matam. A moral é limpa, incolor, e inodora, até porque quando há sujeira, cor e cheiro, a moral não é mais moral, porque ela não se polui. A partir do momento que ela se polui, deixou de ser moral, deixou de ser ética, deixou de ser cristalina.

Juridicamente um criminoso tem direito a defesa, e quanto mais ele puder pagar, quanto mais ele puder influenciar o júri, mais estará em liberdade. Ele irá negociar a sua liberdade.

Houve uma tremenda inversão de valores, e com isso, assassinamos a moral e a ética.

O que vemos hoje é um jogo de barganhar no poder, uma disputa por poderes, de mandar prender e soltar, enquanto nós inocentes, comemos o pão amargo desta vergonha em que se tornou o nosso País, onde a moral e a ética foram assassinadas.

Por isso eu reforço em dizer que sentimos o peso das irresponsabilidades políticas, nos campos executivo, legislativo e judiciário, enquanto mergulhamos em um futuro incerto e nebuloso.

Vejam o nível em que nós chegamos.

Leandro Tissiano

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